quarta-feira, janeiro 26

Ops! Me apaixonei por um humano.



Se apaixonar é algo legítimo e ninguém absolutamente pode nos tirar esse direito. É visceral à condição humana se encantar pelo outro, se encontrar em estado de graça, cheio de expectativas fazendo planos pra um futuro próximo junto a quem se gosta. Seja por sentimentos nobres ou atributos físicos, sim, atributos físicos, há quem priorize isso e hoje eu não farei julgamentos sobre que tipo de sentimento ou forma de considerar são válidas, não me cabe o direito de julgar o sentimento/ atitude de ninguém.
 
Agora é fato que a condição humana faz de nós universo, e cacheados ou não (rs) somos todos uma imensa nebulosa incompreendida, somos gota em oceano. Todos os dias as pessoas transitam em nossas vidas levando apenas o mínino de nós e ainda assim freqüentemente  cometemos um erro fatal: acreditar que conhecemos os outros, ser humano é ser circunstância, pertencer ao ocasional.

A convivência, a rotina, a intimidade faz sim com que a gente crie previsões sobre a atitude de quem nos cerca, mas a possibilidade de conhecer alguém como um todo talvez somente esteja atrelado à construção da frase: eu o conheço (a)!

Já que a condição humana é ser circunstância, um grande mosaico de cores e formas, por quê deveríamos então nos sentir constrangidos por um sentimento exposto? Sim, declarado e de passagem recusado? Aos olhos dos outros talvez a proporção do que sentimos pode ser pueril, é bem verdade, somos acometidos a tantos julgamentos prévios diariamente, não é mesmo? Cabe só a quem é dono de tal sentimento não assumir a posição de réu, pois o sentimento é legítimo e o julgamento não. 

Talvez esses dias eu tenha sido vítima de uma situação e juro que não estou assumindo este posto, e juro mais ainda que esteja tentando compreender a cabeça deste agente provedor de tal crime (nossa, rs!) porém, Mamãe me ensinou dizer sim apenas para as minhas certezas e quando eu leio Yes, we can!  ou “Yes, wekeend”(rs), ainda que seja neologismo, código, o que quer que seja, em resposta para I wanna run smash into you me enche de razão, pois cego nunca estive. Leve tudo, menos minha sanidade.


Eu poderia estar com um sentimento ruim, me irritar certos momentos com esta situação, mas passei por momentos piores e acredito que com tudo isso, eu deixaria intactas as mesmas palavras de uma sexta-feira num sofá vermelho, não retiraria nada, sequer uma vírgula e isso me enche absurdamente de dignidade. Quando que eu poderia encontrar dignidade numa situação tão adversa? Em outro momento isso seria impossível. Acredito que completei um ciclo na minha vida e mais uma vez analisando desta perspectiva me sinto vivo, forte e acima de tudo aprendiz.

Aquelas afirmações, exclamações, vírgulas e pontos ecoam agora aqui na minha mente, faria tudo de novo se preciso fosse, mas o calcanhar de Aquiles se localiza na incerteza, talvez na safadeza (ou não, rs) de domínios neurológicos nos quais os meus já não não compreendem. 

Ah, e o “Yes, wekeend” ainda que com sua canalhice ou fraqueza natural dos humanos, me agraciou com uma imensa lição, verdadeira imersão em mim mesmo, quase um “turismo interior”, não é fatástico? Afinal que tese não surge de uma problemática? Que resposta não surge de uma provocação? 

É bem verdade que a cereja do meu Martini Bianco azedou aquele dia, mas corajosamente tomei até o fim, e  se questionarem qual a parte pior de tudo isso eu direi: me apaixonar por um humano!

Postado por Saulo Galtri

2 comentários:

roses disse...

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Cocodoritá' disse...

gostei do texto !
tenho uma web novela com esse nome : Ops!Me apaixonei por um humano.

*-*'

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